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Quinta, 17 Dezembro 2015 16:23

A profissionalização dos centros de estética

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Com cada vez mais players no mercado, os pequenos negócios precisam sempre evoluir seus processos e a qualidade do atendimento aos clientes.
Apresentação
Hoje muitos clientes procuram os centros de estética não somente para terem acesso aos serviços de saúde e beleza, mas sim para vivenciarem boas experiências de bem-estar e relaxamento.

O mercado da beleza e estética é um dos que mais cresce no Brasil e no mundo. A cadeia produtiva do setor é longa, e envolve vários players com diferentes naturezas, portes e poder de barganha.

Do lado dos clientes e consumidores, vemos um aumento do uso desses serviços em todas as classes sociais.

Dentro dos três setores envolvidos (primário, secundário e terciário), o presente artigo se propõe a realizar um estudo sobre um segmento específico: “segmento de serviços de estética” no Brasil.

As atividades profissionais que compreendem o segmento abordado estão enquadradas em diversas denominações de áreas de atuação ou eixos:

Serviços de Beleza;
Serviços de Estética;
Serviços de Bem-estar;
Serviços de Saúde;
Serviços de Imagem Pessoal, dentre outras.
Um pouco de história
Não há como se falar em beleza sem pensar em cosméticos, pois o uso destes remonta há pelo menos 30.000 anos. Abaixo uma rápida cronologia:

Na pré-história os homens faziam uso de gravações em rochas e cavernas, pintavam e tatuavam o corpo;
Rituais tribais aborígenes com objetivos diversos dependiam da decoração do corpo;
Os egípcios foram reconhecidos como os primeiros usuários de cosméticos e produtos de toucador em larga escala, tendo Cleópatra como ícone de beleza eterna;
Na era Romana, por volta de 180 D.C., o médico grego Claudius Galeno realizou uma pesquisa científica de manipulação de produtos cosméticos, que deu início a era galênica dos produtos químico-farmacêuticos. Desenvolveu o produto denominado Unguentum Refrigerans, o famoso Cold Cream, baseado em cera de abelha e bórax;
Após os anos de clausura para a ciência cosmética durante a idade média devido ao rigor religioso, tivemos as Cruzadas que devolveram os costumes do “culto à beleza e ternura” e com o renascimento houve o retorno à busca do embelezamento, retratados nas obras de artistas como Leonardo Da Vinci e Miguelangelo, por exemplo;
Na idade moderna (séculos XVII e XVIII) o costume do banho não regular proporcionou o crescimento da produção de perfumes, tendo este produto o grande salto com Giovanni Maria Farina, que em 1725 estabeleceu-se em Colônia, na Alemanha, e lá desenvolveu a famosa “Água de Colônia”;
Na idade contemporânea (século XIX), após um período de repressão ao embelezamento imposto pelo parlamento inglês, os cosméticos retornaram a popularidade, e começaram a ser produzidos em casa pelas mulheres, que começaram a expor um pouco o corpo. Houve o surgimento da indústria da matéria prima para a fabricação de cosméticos e produtos de higiene e beleza nos Estados Unidos, França, Japão, Inglaterra e Alemanha. Pode-se afirmar que foi o início do mercado de cosméticos e produtos de higiene no mundo;
No início do século XX os cosméticos saíram das cozinhas e passaram a ser produzidos industrialmente, tendo como fator propulsor, dentre outros, a liberação da mulher.

Renomados profissionais e empresas precursoras na história mundial da estética e cosmetologia
Helena Rubinstein. Empresária e cosmetóloga polonesa. Com 18 anos mudou-se para a Austrália onde começou a misturar fórmulas médicas e pomadas. A pele das mulheres australianas sofria devido aos efeitos do calor, do clima seco. Foi a primeira especialista em beleza a classificar a pele como seca, normal e oleosa. Identificando necessidades não atendidas, evoluiu na produção de cosméticos e abriu seu primeiro salão de beleza, em 1902 em Melbourne, graças ao sucesso do Crème Valaze, que foi o primeiro de um grande numero de cremes de tratamento que a consumidora consciente da beleza “simplesmente tinha que comprar”. Em 1908, outro salão é aberto em Londres, em 1912 em Paris e 1915 em Nova York.

Desde 1917 fabrica e distribui seus produtos em grande escala. Tornou-se uma das mulheres mais ricas do mundo e uma das principais forças no desenvolvimento da indústria de beleza. Combinou ingredientes poderosos em sua mistura de marketing: embalagens brilhantes, endosso de celebridades, pseudociência e posteriormente a incorporação da cultura em seus pontos de venda.

Elizabeth Arden. Cursou e se formou em enfermagem. Anos mais tarde, em sua cozinha, começou a formular cremes para queimaduras e elaborou loções e pastas cosméticas, utilizando gorduras, leites e outras substâncias. Essas substâncias eram diferentes das dos médicos da época, e tinham finalidades hidratantes e nutritivas. Logo a cozinha passou a ser seu laboratório, e dedicou seu tempo em busca do creme perfeito. Aos 30 anos foi para Nova York e com a ajuda de um químico, começaram a elaborar o “creme perfeito”, o seu grande sonho. Simultaneamente foi trabalhar em um salão de beleza e dominou a arte da massagem facial, orientada e treinada pelo maior especialista da época. A partir daí, Florence Nightingale Graham estava se tornando uma esteticista.

Em 1910, abriu seu primeiro salão de beleza na Quinta Avenida e com sua visão empreendedora, mudou seu nome para Elizabeth Arden. Instalou na loja uma porta vermelha luminosa, divulgando seu negócio como a propaganda de seus cremes e de suas massagens relaxantes e rejuvenescedoras. Já como o novo nome, começou frequentar lugares importantes da sociedade e foi assim que seu salão logo passou a ser conhecido como o melhor da cidade. Viajou muito e expandiu os negócios por todo o mundo, montando filiais em vários lugares. Construiu um verdadeiro império da beleza. Promoveu a prática da maquiagem, divulgando a pintura dos olhos no estilo “olhar total”, o uso do ruge e do pó, sendo a maquiagem expressiva a última moda em Paris.

Idealizou a beleza completa, com a pele tratada com cremes e loções específicas para adstringir, tonificar e hidratar, e em seguida a isso o uso da maquiagem. Fez do seu salão um perfeito complexo da beleza. Em 1920, mais de cem produtos levaram sua marca, chegando a dominar o mundo – em 1930 havia em sua linha mais de 600 produtos, sua marca era uma das mais conhecidas do planeta. Quando começou a Segunda Guerra Mundial, Elizabeth lançou um batom vermelho chamado Montezuma Red, o qual era para ser usado pelas mulheres das forças armadas, para dar vida aos uniformes e um toque a mais de feminilidade.

A cosmetóloga morreu aos 88 anos, deixando uma herança de fórmulas de cremes e loções e maquiagem de qualidade. Seu nome virou sinônimo de luxo e glamour.

Revlon. Empresa norte-americana fundada em 1932, pelos irmãos Charles e Joseph Revson, juntamente com o químico Charles Lachman. Ao procurar um nome para a marca, os três utilizaram o sobrenome Revson, mas com uma pequena mudança: a letra L, de Lachman, foi colocada no lugar da letra S.

O primeiro produto de sucesso da Revlon foi um verniz de unha, chamado posteriormente de esmalte. Em apenas seis anos depois de sua criação a empresa já alcançava lucros milionários.

Max Factor. Em 1909 um senhor de nome Max Factor, maquiador de origem polonesa, que começou sua carreira maquiando os integrantes do Royal Ballet na Rússia, inaugurou uma pequena loja no centro teatral na cidade de Los Angeles. No ano de 1914 criou a primeira maquiagem especificamente para personagens de filmes, uma espécie de graxa cosmética em forma de creme com 12 tipos de graduações de cores. Começou com maquiagem para teatro, na costa oeste dos Estados Unidos, mas logo percebeu o potencial do mercado doméstico de consumo.

Anna Pegova. Cosmetóloga e empresária russo-francesa. Nascida em 1896, deixou seu país durante a Revolução Russa e emigrou para França em 1920. Amiga de Helena Rubinstein, tornou-se uma grande cosmetóloga a partir dos anos 30. Descobriu entre as matérias básicas, as mais nobres, ativos inovadores e criou os cuidados cosméticos e depois técnicas estéticas. Adquiriu então um renome mundial ao criar o peeling vegetal, que formulou depois de muitas adaptações.

A Segunda Guerra Mundial adiou a abertura de seu instituto de beleza em Paris, que finalmente foi inaugurado em 1947, na Avenida Matignon, com grande sucesso. Depois, Madame Pegova decidiu explorar o mundo, para prospectar terreno para sua marca. Decidida a retornar às raízes, a marca Anna Pegova abriu um novo instituto em 1991 em Paris. Após sua morte, seu filho tomou a frente do instituto e desenvolveu a marca no Brasil. Alguns anos depois, um grupo familiar independente, que havia comprado a marca ao filho de Anna Pegova, não tendo equipe local para se encarregar do desenvolvimento, decidiu parar as operações na França e se concentrar no Brasil.

Estée Lauder. Nascida Josephine Esther Mentzer, foi uma emblemática cosmetologista estética. Fundou uma companhia fabricante de produtos de beleza e cosméticos com seu nome, que rapidamente se tornou sinônimo de qualidade, feminilidade e satisfação. Começou vendendo os cremes que eram fabricados por seu tio, um químico vienense, em sua própria cozinha. Logo em, seguida, passou a preparar os seus próprios cosméticos, que imediatamente foram postos à venda em vários salões de beleza de hotéis de luxo de Nova Iorque. Em 1944 abre nessa cidade sua primeira loja.

Em 1946, funda sua própria empresa . Utilizava como técnica de comercialização a colocação de seus produtos ao alcance de sua clientela, disponibilizando amostras grátis, que surtiam notável impacto de divulgação. A marca fica conhecida internacionalmente quando é adotado pela loja de departamentos de Harrods, em Londres, no ano de 1960. Estée representava o maior "faro" existente no ramo da perfumaria.

Consagrada em 1998 pelo periódico semanal The Times como "gênio do negócio mais influente do século", deixa-nos como herança um real império da beleza. Os produtos do grupo (que inclui algumas marcas como Estée Lauder, Clinique, Aramis e Origins) encontram-se disponíveis em mais de 14 mil distribuidores varejistas.

Criando seus próprios laboratórios de pesquisas de alta tecnologia, através de renomados cientistas e dermatologistas, Estée torna-se referência absoluta na pesquisa científica do ramo da cosmetologia. Ansiosa em permitir que toda mulher ficasse o mais bonita possível, lançou coleções de maquiagem personalizadas de acordo com as estações do ano, com as coleções dos estilistas ou mesmo quando recebia encomendas focadas em temas previamente escolhidos.

Nadine Georgine Payot. Cosmetologista ucraniano-francesa. Nascida em Odessa na Ucrânia em 1906, foi morar em Lausanne na Suíça para estudar medicina, formando-se em 1912. Casou-se em 1914 com um engenheiro francês e foi morar na Argentina.

Em 1917, já em Nova York, conheceu a dançarina russa Ana Pavlova. Ao fazer-lhe uma avaliação estética, Dra. N.G. Payot observou que esta tinha um corpo escultural, porém sua face estava flácida e com rugas. Essa avaliação fez a doutora descobrir sua vontade de trabalhar com a beleza e se tornar esteticista. Desenvolveu uma técnica de massagem com as pontas dos dedos e creme nutritivo, um revolucionário tratamento cosmético, e trabalhando em salões de beleza nos Estados Unidos, difundiu a técnica, ficando muito conhecida.

Em 1927, voltou com seu marido para França, onde fundou um laboratório no qual químicos especializados formulavam produtos cosméticos sobre sua supervisão. O sucesso foi enorme fazendo com que Dra. N.G. Payot abrisse, em 1935, seu primeiro Instituto de Beleza na Rue de Castiglione. Mais tarde, fundou uma escola de beleza, formando esteticistas.

O Brasil também tem seus representantes de destaque
Léa Grumback. Em 1953, Pierre Grumback introduziu a marca Payot no Brasil. Sua irmã, Léa Grumback, implantou a profissão de esteticista e montou o primeiro instituto de beleza sofisticado em São Paulo, que ficava localizado na Boulevard da praça D. José Gaspar. Ensinou e preparou muitas esteticistas para atender o seu público. A partir de então, mulher brasileira passou a usufruir de cosméticos importados de renomada qualidade internacional.

Dirce Grotkowski. Em 1969 o casal Dirce e Silvio Grotkowski adquiriu a empresa Payot. Ao juntarem o espírito empreendedor e administrativo do Sr. Silvio, com o conhecimento técnico dos cosméticos e suas aplicações, da Sra. Dirce, houve uma alavancagem no crescimento da empresa. Em seguida fundaram a escola Payot de excelente nível técnico-educacional, que sempre esteve cotada como uma das melhores do Brasil.

Anne Marie Klotz. Fundou no Rio de Janeiro a primeira escola de estética, “Ecole Francis Bel”, tendo formado várias personalidades do mundo da estética brasileira. Fundou a FEBECO (Federação Brasileira de Estética e Cosmetologia) com o objetivo maior de que o Esteticista brasileiro pudesse conseguir garantias para o desenvolvimento profissional e educacional da sua categoria.

Maria Lígia Belfort Carrato. Em 1979, Maria Lígia e seu marido, Dr. Rogério Carrato, lançaram a primeira linha de cosméticos com princípios ativos de extratos vegetais, com a denominação da marca Rama.

Abriram a clínica de estética Socila, uma das mais famosas do Brasil, que tinha como objetivo principal oferecer ao público, tanto os melhores tratamentos, como aulas de moda e etiqueta. A Socila foi pioneira em oferecer tratamentos pós-operatórios de cirurgia estética, quando Maria Lígia treinava as esteticistas para os procedimentos estéticos pós-operatório.

Antonia Maria Guimarães Rosa. Esteticista e enfermeira formada pela Ecole Francis Bel, foi presidente da FEBECO na década de 1980. No exercício de seu mandato foi à Câmara Federal – em Brasília, para lutar pelo reconhecimento da profissão de esteticista. Como presidente da Instituição, fez grandes parcerias, nacionais e internacionais, conseguindo realizar no Rio de Janeiro (Hotel Nacional), um grande evento internacional do CIDESCO em 1983. Fundou a escola de estética Antônia Maria.

Maria Celina Meirelles. Esteticista formada pela Ecole Francis Bel, fundou em 1981 a associação dos profissionais de estética e cosmetologia do Rio de Janeiro, no hotel Everest. Participou ativamente das negociações na realização do primeiro Congresso Internacional do Cidesco na década de 1980 junto à Febeco. Em sua gestão conseguiu reunir em um ano mais de 1.800 sócios na ASSERJ. Autora de vários livros, tais como: estética, 1000 questões em estética e muitos outros publicados pela Editora Vida Estética/RJ. Em 1995 no Congresso Internacional da ANEP – Associação Nacional de Estética de Portugal Maria Celina Meirelles foi convidada pela presidente Sra. Maria Carolina Nunes da Ponte, como representante do Brasil neste grande evento.

HugoTurovelsky. Editor da Revista Les Nouvelles Esthétiques na década de 1990 até 2012. Realizou diversos Congressos Internacionais de Estética no Brasil, conhecido como "EstéticaKa Brasil". Premiou diversas esteticistas com estatuetas pelos seus trabalhos em estética.

Raul Malheiros. Esteticista Raul Malheiros professor de Estética da Empresa Payot na década de 1990. Também foi consultor técnico em várias em presas de equipamentos e cosméticos. Tem papel relevante na área educacional técnica em estética.

Luiz Fernando Lomba e Marcos Lomba. Esteticista Luiz Fernando Lomba na década de 1983 foi editor da Revista Les Nouvelles Esthétiques Vida Estética, sua carreira inicia-se na Estética com uma força em prol de trazer para o Brasil conhecimentos de altíssimo nível internacional. A Edição da Revista Les Nouvelles Esthéthiques Vida Estética com o primeiro exemplar de nº 0 aconteceu no Hotel Nacional do Rio de Janeiro no 47º Congresso Internacional CIDESCO. A Editora Vida Estética ficava em

Copacabana na Rua Siqueira Campos em uma sala de 12 m², uma grande luta para empreender, e tinha 600 assinantes. Os empresário João da Mata da Skiner e Dirce da Payot eram os patrocinadores.

Depois do 47º Congresso do CIDESCO no Brasil, aproveitando o sucesso, a editora promoveu o primeiro Congresso Brasileiro, tendo Luiz Fernando Lomba na direção. Também a Editora Vida Estética editou o 1º livro de Estética do Brasil “Manual Técnico de Estética" de autoria da Maria Celina Meirelles.

Luiz Fernando Lomba e Marcos Lomba em 1986 tomaram novos rumos, separando-se do Grupo francês da Revista Les Louvelles Esthétiques. Em 1987 tornou seu sonho realidade com o evento Esthétiques & Coifffure com mais de 8.000 participantes.

No ano de 1991 trouxe uma Seção CIDESCO para o Brasil com a aprovação por unanimidade na no Congresso CIDESCO da Malásia. Em outubro de 1993 ocorreu no Brasil sob a coordenação de Luiz Fernando Lomba o Congresso CIDESCO com delegações de 26 países.
O panorama do setor
Nossa indústria está em terceiro lugar no ranking mundial de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, e deve ultrapassar o Japão na posição de segundo, ficando apenas atrás dos Estados Unidos, pois de acordo com estudo realizado pela consultoria AT Kearney, o mercado nacional deverá superar ainda em 2013 a marca dos 50 bilhões de dólares, número este confirmado no anuário ABIHPEC 2012.

Ainda segundo esta instituição, temos algumas informações relevantes da indústria nacional que merecem destaque:

O setor de higiene e beleza tem sido marcado por vigoroso crescimento, muito superior ao crescimento do PIB e gerador de vários fatores positivos para a economia nacional (descentralização da indústria na região sudeste, aumento da geração de empregos e negócios, etc.). Não se vislumbra saturação deste mercado no curto prazo, ao contrário, o cenário de crescimento é positivo e constante.
Porém, a balança comercial dos produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos tem apresentado déficit nos últimos anos, desempenho oposto ao apresentado pela nacional, sendo provável que em 2013, conforme dados da ABIHPEC, este ultrapasse a casa dos US$ 400 milhões. Isto pode ser explicado especialmente pelo interesse do mercado internacional nas taxas de crescimento do PIB e crescimento do mercado interno (ascensão das classes “C” e “D”), além do impacto da valorização do real nos números que compõe este cálculo.
Esta variável importante ratifica a necessidade do fomento e profissionalização da indústria de “terceirização de produção” do setor, objetivando minimizar ou reverter este saldo, bem como ampliar a geração de negócios ao segmento e reduzir o poder de barganha dos grandes players internacionais da indústria para o segmento de beleza e estética como um todo, especialmente os prestadores de serviço objeto deste estudo.
Aspectos que impulsionaram o crescimento do setor no Brasil
Dentre os vários fatores que contribuíram para o crescimento do setor, destacam-se:

Acesso da classe “D” e “E” aos produtos do setor decorrente do aumento da renda;
Novos integrantes da classe C passaram a consumir produtos de maior valor agregado;
Participação crescente da mulher no mercado de trabalho;
Utilização de tecnologia de ponta e aumento da produtividade, como redutor de preços;
Lançamentos constantes de novos produtos, visando o atendimento das necessidades de mercado;
Aumento da expectativa de vida, dentre outros.
O ambiente competitivo e os desafios dos pequenos centros de estética
O ambiente competitivo dos pequenos negócios de serviços de estética possui algumas características especiais:

Poucas barreiras de entrada aos competidores. Inovações em serviços não patenteáveis, baixo nível de investimento, inovações em processo facilmente copiáveis.
Oportunidades mínimas para economia de escala. Simultaneidade de produção e consumo dificulta a padronização dos processos e gerenciamento da qualidade e produtividade, mesmo tratando-se de franquias de serviços. Esta barreira somente tem chance de ser vencida por players maduros em gestão e operação.
Flutuações erráticas das vendas. Busca de alternativas e soluções para o gerenciamento da capacidade de produção e oscilação da demanda deve ser priorizado como oportunidade de melhoria.
Desvantagens ao negociar com compradores ou fornecedores. Examinar oportunidades inovadoras de aumentar o poder de barganha nas negociações com fornecedores atuais e alternativos é um desafio importante ao segmento.
Fácil substituição dos produtos/serviços. Produtos e serviços inovadores superam rapidamente as ofertas atuais. A antecipação de inovações e recriação das ofertas é uma meta diária que deve ser perseguida. O limítrofe da atuação de outros segmentos profissionais afins também é fator relevante.
Dificuldade na fidelização dos clientes. Para fidelizar é necessário entender quem é e que soluções buscam seus clientes. Definir e conhecer seu público alvo deve ser uma obsessão dos empreendedores de estética.
Algumas estratégias competitivas em serviços aplicáveis ao segmento de estética:

Liderança em custos. Instalações com eficiência de escala, rígido controle sobre custos e despesas gerais, tecnologia inovadora;
Procura por clientes de baixo custo. Alguns clientes custam menos que outros, para conhecer estes números é necessária à análise e segmentação apurada do perfil dos clientes, consoante com a proposta de valor do negócio;
Padronização de um serviço personalizado ou “customização inteligente”. Definição do fluxo de atendimento e as devidas rotinas;
Diferenciação. Reside na criação de um serviço que é percebido como sendo único. Abordagens para diferenciação: imagem da marca, tecnologia, características, serviços ampliados ao cliente. Não ignora custos, mas sua característica principal consiste em criar lealdade e identificação;
Controle da qualidade. Manter um nível consistente de serviços em vários locais diferentes, em um sistema de trabalho intensivo;
Focalização. É construído a partir da ideia de satisfazer tão bem um mercado-alvo particular, quanto suas necessidades específicas. A premissa reside de que a empresa pode servir seu mercado restrito de maneira mais eficaz e eficiente do que outras empresas que tentam servir um mercado amplo. O “Hiperfoco” é uma focalização extrema e interessante de posicionamento para pequenos negócios de serviços e pode se constituir em uma oportunidade adicional.
A cadeia produtiva
Embora a os números consolidados do mercado brasileiro de beleza e estética sejam robustos, a competitividade da maioria dos integrantes da cadeia “nacional” - leia-se indústria, comércio e serviços brasileiros – e, em especial os negócios de “Serviços de Estética” necessitam de reforço.

A indústria nacional está concentrada em grandes players, e centralizada em duas regiões do país. Isto fica evidenciado ao analisarmos que das 2.392 indústrias nacionais existentes, apenas 20 respondem por 73% do faturamento do setor. Além e também por conta disto, o poder de barganha dos fornecedores internacionais é extremamente impactante nos negócios de serviços.

Como ponto positivo, temos a tendência do aumento de consumo de produtos ecológicos e étnicos, o que favorece o desenvolvimento da indústria nacional de menor porte, por proximidade, logística e conhecimento mais apurados das características locais. Por decorrência, impactará positivamente o poder de barganha dos negócios de serviços diante do menor porte e especificidade dos “novos entrantes da indústria”.

No ambiente legal nos deparamos com falta de integração, clarificação, especificidade e muitas vezes inexistência de legislação fiscal, trabalhista, reguladora e fiscalizatória. A regulamentação profissional difusa é outro ponto fundamental, objeto de luta da categoria e ainda não solucionado.

O mapeamento completo das entidades representativas, hoje fragmentadas e desestruturadas, e a consolidação de esforços em prol do segmento também se constituem em oportunidade de atuação do Sebrae.

As empresas de serviços implantam suas estratégias de posicionamento individualmente, com baixo grau de maturidade e conhecimento dos aspectos legais, regulamentadores, fiscalizatórios e de gestão.

Não menos importante e preocupante é a falta formalização deste setor. Estima-se que os negócios formalizados representam apenas 20% dos negócios existentes. E mais, os números dos negócios formalizados são quase que desconhecidos, pois não existe uma coleta ou base estruturada de informações que permita análises mais acuradas.

Principais deficiências do empreendedor e dos pequenos negócios
Baixo ou inexistente grau de profissionalização em todos os aspectos de gestão;
Baixo aproveitamento das ofertas de capacitação subsidiadas por entidades promotoras de desenvolvimento setorial, no caso específico, o Sebrae;
Baixa ou inexistente política de segurança no ambiente de trabalho e tratamento dos resíduos sólidos, consoante com as normas existentes;
Baixo grau de aproveitamento às oportunidades de formalização, especialmente as decorrentes do MEI;
Dificuldades de fidelização dos clientes por falta de definições estratégicas de foco e posicionamento, baixo ou inexistente grau de maturidade em gestão;
Conhecimento pouco aprofundado ou inexistente do perfil do cliente, o que impede a adequada gestão da experiência do mesmo;
Dificuldades de regularizar, atrair, qualificar e reter mão de obra adequada às exigências do mercado de serviços no segmento;
Dificuldade de controle dos processos de operação, identificação e eliminação de desperdícios que impactam diretamente na competitividade;
Falta de aproveitamento adequado das constantes ofertas de qualificação profissional técnica e tecnológicas, na sua maioria de acesso subsidiado e fundamental para a qualificação técnica dos serviços;
Tendências
Os pequenos negócios precisam sempre observar o macroambiente e as tendências do mercado a fim de alinhar a sua atuação e serviços. Dentre as características mais fortes para o setor temos:

Consumo consciente: orgânicos e produtos ambientalmente corretos, como por exemplo, cosméticos verdes e vegetais;
Era da excentricidade: consumidor busca identidade única;
Ocidentalização dos hábitos da mulher oriental;
Hiperfoco no posicionamento: ser referência absoluta para um perfil específico de consumidor;
Convergência e acessibilidade de serviços;
Ofertas inovadoras de conveniência: horários alternativos de atendimento, plantões de atendimento, delivery etc.
Gestão da experiência do cliente e consultoria para educação da oferta e pós-uso dos serviços – o cliente cognitivamente desenvolvido torna-se consciente e incorpora o uso de efeito imediato e, especialmente, preventivo dos tratamentos estéticos como rotina;
Inovação na oferta combinada de serviços de vocação integrada: informações complementares que valorizem o relacionamento e serviços (visagismo, combinações de pele e paleta de cores etc.), bem como produtos adicionais para criação de cross-selling e upselling;
Aumento do poder de consumo das classes C e D;
Atendimento focado no público infantil;
Aumento da conscientização e busca dos tratamentos estéticos preventivos em prol dos procedimentos invasivos de maior custo e risco.
Oportunidades
Dentre as principais oportunidades para o setor temos:

Crescimento vigoroso e constante da cadeia produtiva e segmento;
Desenvolvimento da indústria nacional de menor porte com inovações focadas na peculiaridade da miscigenação da população do país, produtos étnicos, “verdes” e “ambientalmente corretos”;
Existência de interesse e investimento de entidades governamentais e não governamentais no desenvolvimento do segmento;
Aumento da participação da mulher no mercado de trabalho;
Aumento da expectativa de vida;
PLP 255/13, do deputado Ricardo Izar (PSD-SP), que dispõe sobre a base de tributação do “salão parceiro” e do “profissional parceiro”;
CFBM – Conselho Federal de Biomedicina;
PL 959/2003, que dispõe sobre a regulamentação das profissões de Técnico Em Estética e de Tecnólogo em Estética, tramita buscando sua aprovação;
Explorar o aumento do consumo consciente: orgânicos e produtos ambientalmente corretos, como por exemplo, cosméticos verdes e vegetais;
Aproveitar a era da excentricidade: consumidor busca identidade única;
Aproveitar a ocidentalização dos hábitos da mulher oriental;
Planejar como se beneficiar do aumento do poder de consumo das classes C e D;
Explorar o aumento da conscientização e busca dos tratamentos estéticos preventivos em prol dos procedimentos invasivos de maior custo e risco.
Oportunidades adicionais importantes, que já não se constituem mais tendências, porém são pouco exploradas na focalização dos pequenos negócios de estética:

Exploração do mercado étnico;
Exploração do mercado de gestantes;
Exploração mercado masculino.
Ameaças
Para finalizar esse estudo, citaremos a seguir as principais ameaças encontradas no setor:

Concentração de poucos fornecedores com elevado poder de barganha;
Falta de integração, clarificação e especificidade de legislação fiscal, trabalhista, reguladora e fiscalizatória;
Falta de regulamentação clara da profissão;
Representatividade específica nos âmbitos sindical e associativista fragmentada, pouco mobilizadora, e em muitos locais, inexistente;
Inexistência de informações consolidadas do segmento.

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O mercado de Limpeza de Pele Profunda
O mercado de Limpeza de pele profunda continua tendo um grande crescimento. Os profissionais que desejam se aperfeiçoar nesta técnica estará ofertando um diferencial na limpeza de pele conseguentemente obtendo melhores resultados em seus tratamentos. As ofertas de trabalho se apresentam nas clínicas médicas, centros estéticos, salões, Spas, e outros estabelecimentos que possibilitam tratamentos personalizados de limpeza de pele profunda sem dor.

Como se diferenciar
Com o crescimento do mercado e cada vez mais exigente, você precisa se diferenciar que investindo em atualizações o que hoje não é uma opção, mas uma necessidade diante a competitividade e modernização da área. Quem não disponibilizar tempo e dinheiro em boa formação, ficará fora do mercado.

De olho na escola
Com o aumento da procura nos cursos surgiu no mercado uma quantidade de instituições, mas você que está empregando tempo e dinheiro tem que ficar atento em alguns itens.
É preciso pesquisar sobre o local, se há boa infraestrutura, professores totalmente qualificados e comprometimento real com a educação.
• Esta instituição está enquadrada corretamente no mercado?
• Seu certificado tem valor legal?

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